Terça-feira, 20 de Maio de 2008

Primeiras mulheres

Texto retirado do jornal Cidade e Sorriso - O jornal prá quem vive numa boa (Edição nº14/2008)


Por Deborah Cattani

Profissão Advogada
Nome Mirtes de Campos
Formatura 1898 Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro
Observações Em 1888 concluíram o curso de direito na Faculdade de Recife Maria Coelho da Silva Sobrinha, Maria Fragoso, Delmira Secundina da Costa e em 1889 também no Recife se formou Maria Augusta C. Meira de Vasconcelos, mas nenhuma delas chegou a exercer a profissão.
1906 – ano que ingressou na OAB e enfrentou discriminação no exercício da profissão.


Profissão Aviadora
Nome Anésia Pinheiro Machado
Formatura São Paulo
Em 09/04/1922 recebeu seu segundo brevê de piloto concedido a uma mulher no Brasil.
Observações Foi a primeira aviadora brasileira a transportar passageiros e a realizar vôos acrobáticos, além de ter atuado como repórter aeronáutica.


Profissão Caricaturista
Nome Nair de Tefé
Nascimento Rio de Janeiro-RJ
10/06/1886 - 10/06/1981
Observações Suas caricaturas foram publicadas pelos jornais “O Binóculo”, “A Careta”, “O Malho”, e outros, além da “Gazeta de Notícias” e “Gazeta de Petrópolis”. Nair de Tefé casou-se no dia 08/12/13 com o Marechal Hermes da Fonseca, então presidente da República. No final dos anos 70, embora muito idosa, ainda participava das comemorações do Dia Internacional da Mulher.


Profissão Dentista
Nome Davina César da Silveira
Nascimento Local desconhecido
07/08/1898
Observações Na época o registro de dentista era obtido mediante testes prestados ao Serviço Nacional de Fiscalização.
O de Davina foi obtido em 04/05/1933, e os testes foram prestados em 23/03/1933.
Na época a profissão detinha o título de Dentista Prática Licenciada.


Profissão Deputada
Nome Carlota Pereira de Queirós
Formatura 1933
Observações Carlota foi eleita Deputada Federal para a Constituinte de 1933, integrando a Comissão de Saúde e Educação.


Profissão Cineasta
Nome Cléo de Verberena (pseudônimo de Jacira Martino Silveira)
Nascimento Amparo – SP
1909/1972
Observações O primeiro filme dirigido por uma mulher no Brasil, foi produzido em 1930 O Mistério do Dominó Negro. Cléo Verberena era atriz e vendeu suas jóias e propriedades para financiar o sonho de produzir, dirigir e estrelar o citado filme.


Profissão Enfermeira
Nome Ana Néri (Ana Justina Ferreira Néri)
Nascimento Cachoeira do Paraguassu – BA - 13/12/1814
Rio de Janeiro-RJ - 20/05/1880
Observações É considerada a 1ª enfermeira voluntária do Brasil. Em 1865 embarcou com o exército de voluntários na Guerra do Paraguai


Profissão Escritora
Primeira Mulher a fazer parte da Academia Brasileira de Letras
Nome Raquel de Queiroz
Pseudônimo: Rita Queluz
Nascimento Fortaleza - CE - 17/11/1910
Rio de Janeiro-RJ - 04/11/2003
Observações Publicou o seu primeiro romance O Quinze em 1930.
Em 1977 tornou-se a primeira mulher a ingressar na Academia Brasileira de Letras.


Profissão Feminista, escritora, educadora e tradutora
Nome Nísia Floresta (Nísia Floresta Brasileira Augusta)
Nascimento Papari – RN - 12/10/1810
Bonsecour – França - 24/04/1885
Observações Publicou em 1832, em Recife, a obra Direitos das mulheres e injustiça dos homens, uma tradução livre de Vindication of the Rights of Woman, da feminista inglesa Mary Wollstonecraft. Esta publicação deu-lhe o título incontestável de precursora dos ideais de igualdade e independência da mulher em nosso país.


Profissão Jornalista
Nome Violante Atalipa Ximenes Bivar e Velasco
Nascimento Bahia - 01/12/1816 ou 1817
Rio de Janeiro-RJ - 25/05/1875
Observações Dirigiu o Jornal das Senhoras da argentina Joana Paula Manso de Noronha, que foi o primeiro jornal redigido por mulheres. O historiador Vidal de Barros no livro História e evolução da imprensa brasileira afirma que: “Com Violante Bivar nasceu também a primeira compreensão, entre nós, do problema da emancipação feminina”.


Profissão Primeira eleitora do Brasil
Nome Celina Guimarães Viana
Nascimento Mossoró - 1898
Observações Ela fez parte da relaçõa de eleitores do rio Grande do Norte, com base na disposição da lei estadual de 1926 Art.17: “No Rio Grande do Norte, poderão votar e ser votados, sem distinção de sexos, todos os cidadãos que reunirem as condições exigidas por lei. No dia 25 de novembro de 1927, deu entrada numa petição requerendo sua inclusão no rol de eleitores do município.
O Juiz Israel Ferreira Nunes deu parecer favorável e Lea enviou telegrama ao Presidente do Senado Federal, pedindo em nome da mulher brasileira a aprovação do projeto que instituía o voto feminino, amparando seus direitos políticos reconhecidos na Constituição Federal.


Profissão Compositora, maestrina e abolicionista
Nome Chiquinha Gonzaga ( Francisca Edwiges Basileu Neves Gonzaga)
Nascimento Rio de Janeiro-RJ - 17/10/1847
Rio de Janeiro-RJ - 28/02/1935
Observações Ao lado da consagrada carreira de maestrina, compositora e pianeira, dedicou-se também às campanhas sociais. Ativista da abolição dos escravos, após a mesma compôs um hino em homenagem áPrincesa Isabel.


Profissão Primeira médica formada no Brasil
Nome Rita Lobato Velho Lopes
Formatura 10/12/1887
na Faculdade de Medicina de Salvador - BA
Observações Curiosamente, as três primeiras mulheres estudantes de medicina no Brasil eram gaúchas, foram admitidas na mesma instituição: Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, e no mesmo ano 1884. Eram elas: Rita Lobato Velho Lopes, Ermelinda Lopes de Vasconcelos e Antonieta César Dias. Todavia, Rita Lobato, após cursar o primeiro ano, transferiu-se para Faculdade de Medicina da Bahia, sendo a primeira a graduar-se três anos depois. As três abriram os portões das faculdades às mulheres


Profissão Primeira Senadora
Nome Eunice Mafalda MichilesMandato: 31/05/1979 a 31./01./1987PDS - Amazonas
Formatura Pedagógico – Escola Normal Adventista – São Paulo-SP - 1948
Observações Eleita suplente do senador João Bosco Ramos de Lima pela ARENA, no pleito de 15-11-1978, com 31.819 votos.
Assumiu o mandato de Senador pelo estado do Amazonas, em maio de 1979, por motivo de falecimento do Senador João Bosco


Profissão Médica Veterinária
Nome Nair Eugênia Lobo
Formatura 1929
Escola Superior de Agricultura e Veterinária, hoje, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro


Profissão Índia Caiapó
Nome Damiana da Cunha Meneses
Observações Damiana era índia da tribo dos Caiapós,que cresceu na religião cristã. Casou-se com um português, Manoel Pereira da Cruz, e percorreu o sertão trabalhando na catequização dos índios. Teve grande importância no processo de aculturação das tribos indígenas brasileiras. A ela coube o mérito de trazer à civilização seus irmãos selvagens e rebeldes.


Profissão Parteira
Nome Maria Josefina Matilde Durocher
Formatura 1834 - Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro
Observações Primeira mulher formada no Brasil a publicar textos na área de obstetrícia (1848), foi a única admitida como sócia, no século passado, na Academia Imperial de Medicina (1848). Durante a sua trajetória, também se interessou por questões sociais, escrevendo um projeto para fiscalização de amas-de-leite e um opúsculo sobre a maneira de se efetuar a emancipação dos escravos.


Profissão Primeira Mulher a se sacrificar num lance heróico
Nome Irmã Joana Angélica de Jesus
Nascimento Salvador-BA – 1760
Salvador-BA - 20/02/1823
Observações Morreu com um golpe de espada desferido por um soldado do exército português, que combatia na Bahia as milícias brasileiras pró-Independência.
Sua morte deu mais alento à luta pela independência travada pelo povo baiano. Tornou-se um símbolo da resistência contra o autoritarismo português.




Domingo, 18 de Maio de 2008

Anseios de Marina

Por Deborah Cattani

Não era um casamento comum. A tarde fria de agosto deixava um sabor áspero nos que entravam na igreja. As nuvens aveludadas e acinzentadas, carregadas de névoa e geadas, andavam lentamente fazendo questão de esconder o sol.

Os devaneios na cabeça de Marina eram muitos. Quase tão grandes quanto as nuvens pesadas. Pequenos cristais d’água brilhavam em seus olhos e desciam lentamente pelo seu rosto borrando a maquiagem recém feita.

Dúvidas ela não tinha, porém sabia que se enfrentasse o seu caminho sofreria. Duas escolhas a cercavam como um véu de seda pura. Sabia que para seguir seu coração teria de renunciar a sua vida. E só de saber aquilo sentia seu coração bater mais forte do que o mundo poderia girar. Sentia como se fosse a única respirando dentro da sala abarrotada de velhas e gordas mulheres, todas emocionadas com a situação.

A igreja, agora cheia, tinha um cheiro quase pútrido de velas. O padre, muito velhinho, estava impaciente no altar. E Rodrigo sentia suas mãos suando. Sabia da verdade. Gostaria muito de poder sair correndo e chorar. Mas tinha conhecimento de que se o fizesse, entregaria sua honra aos presentes como quem vende um móvel velho e obsoleto.

Marina levantou seca, limpou as lágrimas e se dirigiu a porta. Sua decisão estava formada e nada poderia mudar o que decidira. Renunciaria ao seu coração e teria uma vida plena e fácil ao lado de seu futuro marido. Seria esposa, mãe e avó. Tricotaria, cozinharia e limparia a casa. Por mais que odiasse tudo aquilo.

O silêncio se fez ao som da marcha matrimonial. Todos ficaram de pé e viram a noiva. Bela, formosa, a mulher mais bonita daquelas pradarias. Seu rosto manchado e vermelho, com pequenos brilhantes denunciando o seu choro anterior. Caminhou lentamente em direção ao seu futuro.

Parou por um momento. Sentiu vontade de sumir no ar, como o pó levado pelo vento. Entretanto, seguiu seu caminho. Sentia-se predestinada ao sofrimento. Via todos os seus anos de dedicação indo embora.

Chegou ao lado de Rodrigo. Ambos viraram-se para o padre, que agora tentava encontrar seus versos. Murmúrios saltavam de sua boca dirigindo-se ao coração dos noivos. Pequenas alianças escorregaram entre os dedos. Olhares frios entre os noivos. Uma fotografia que parou o tempo. E chegou a hora de sair.

Arroz, buquê, histeria e a próxima vítima. Os noivos são levados a casa do pai de Marina, onde haverá uma comemoração formal. Rodrigo toma uma decisão ao ver um passarinho. Pequeno, lutava contra o vento gélido em busca de um lugar que o acolhesse durante o inverno, pois havia perdido seu bando na partida para um lugar mais quente.

Pousou sua mão sobre a mão de Marina, que imediatamente se retorceu contra. Disse em seu ouvido discretamente que queria lhe contar um segredo e era importante. Marina não deu relevância ao fato e disse necessitar retirar-se. Subiu as escadas para seu quarto no momento mais oportuno e abriu uma gaveta com a chave que carregava consigo.

De lá tirou um lenço e desenrolou-o. Pegou o pequeno vidrinho com um líquido vermelho sangue. Pensou em tudo que seu pai havia lhe dito. Em todo o sofrimento de sua mãe. Pensou em seus sonhos perdidos. Bebeu, gole por gole até secar o vidro. E desceu novamente.

Rodrigo a conduziu para uma varanda, onde as pessoas presentes não poderiam ouvi-los. Segurou as mãos de Marina e assumiu saber de seus desejos. Disse estar preocupado, mas prometeu leva-la para a cidade e dar-lhe uma chance para estudar como sempre quis. Marina sentiu-se tonta com as palavras. Não esperava que a felicidade pudesse um dia bater em sua porta sem aviso. Rodrigo percebeu que seu rosto estava pálido. Então como um último suspiro, Marina desfaleceu em seus devaneios para sempre, enquanto Rodrigo descobriu em seu coração o quanto amava aquela menina-mulher.

Quinta-feira, 15 de Maio de 2008

Sobre escolhas, jornalismo e uma menina mulher

Por Deborah cattani


Risonha, observadora e tagarela, Lisiane Lisboa Souza, estudante de jornalismo na Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) não é mais uma daquelas menininhas que sonha com o brilho da fama midiática. Nascida no dia 3 de janeiro de 1989, crapricorniana, Lisi, como é conhecida entre parentes e amigos, estuda e trabalha enfrentando os caminhos e percalços da vida. Visa ainda, em seus planos futuros, terminar a faculdade e se Graduar também em História, que para ela “pode ser um importante complemento para o jornalismo”. Pretende trabalhar tanto com televisão como com jornais impressos.


Na foto: Victor, o namorado, e Lisiane.



Desde a sétima série tem seu destino profissional decidido pelo jornalismo. “Sempre tive muita facilidade nas redações e escrevia muitas coisas quando criança, tinha diários e fazia muitas cartas. Jornal então nem se fala, assistia desde sempre e imitava a Fátima Bernardes na frente do espelho”, conta Lisiane. Contudo, enfrentou momentos de indecisão ao terminar o Ensino Médio. Entrou na PUCRS no inverno de 2006 em jornalismo, mas resolveu trocar para Relações Públicas para ganhar meia bolsa filantrópica. Após três longos semestres, ela voltou a cursar a faculdade de seus sonhos. “Nunca tinha me imaginado fazendo relações públicas”, fala explicando porque não gostava do curso.
Um de seus passatempos é ficar sozinha em casa lendo e ouvindo música – samba rock e música popular brasileira, seus músicos preferidos são Jackson do pandeiro, clube do balanço e Chico Buarque de Holanda. “Ás vezes com namorado, fica muito difícil ter essa oportunidade”, confessa a estudante. Entretanto, se diz uma pessoa sociável: “sou muito curiosa, pergunto tudo quando sou apresentada á alguém”. É bem vaidosa e está sempre arrumada, “como toda mulher, demora um tempão para se arrumar e não cumpre muito os horários”, diz seu namorado. Leitora aficionada em livros de jornalismo investigativo revela ter um “espírito meio idoso”. Segundo ela, livros que retratam a realidade têm maior relevância do que os romances. Tem grande carinho por Caco Barcelos e seu trabalho investigativo nos livros Rota 66 e O Abusado. E é por isso que gostaria de seguir no ramo do jornalismo de investigação. “Mas acredito que seja um pouco sonho sem perspectiva de realização”, diz ela, “porque esse campo está em decadência, os que estão lá fazendo já são os veteranos”.
Faz estágio conveniado à PUCRS no Canal 20 da TV por assinatura. Trabalha na edição de pauta do programa Seis e Meia, e só necessita comparecer na redação duas vezes por semana, o resto do trabalho é feito em casa. Mesmo com essas tarefas, tem tempo para o namorado, Victor Herbst Garcia, que conheceu através do seu ex. Depois de terminar dois anos e meio de namoro, começou a conversar com este amigo, descobrindo várias afinidades em comum. “Somos realmente muito parecidos, acho que até almas gêmeas, pois nos encaixamos em tudo no relacionamento”, conta, agora com sete meses de namoro. Garcia diz que Lisiane é “uma pessoa carinhosa, compreensiva, muito calma, não é muito baladeira”. Um ano mais velho, ele faz curso técnico em administração visando arrumar um emprego para depois poder pagar uma boa faculdade.
O namorado conta que “ela é muito família, gosta de cozinhar (...)”. Lisiane mora com os pais, Arlete Lisboa e Claudemir Sousa. Seu relacionamento com a mãe é aberto e as duas são muito companheiras. “Minha mãe sempre me apoiou muito em todos os sentidos, tem muito orgulho de mim, porque acredita que eu escolhi jornalismo por causa dela, mas não foi. É que ela fez três anos de jornal na PUCRS, mas parou para cuidar dos filhos”, Lisiane diz que Arlete Lisboa cursou jornalismo em 1979. Já seu pai não compartilha do mesmo companheirismo, segundo ela, os dois têm suas “incompatibilidades”. Não possui animais de estimação no momento, mas divide a paixão por cachorros com o namorado.

Nomes estranhos

Já notou que, vezinquando, virimexe, a gente se pega matutando sobre alguma minuciosidade qualquer que nada tem a ver conosco? Pior: não tem nada a ver com nada, é pura besteira alimentada pelo soninho vespertino.
Masintão. Se você tem pulmões e consegue ler isto, alguma vez na sua vida, dou absoluta certeza, alguem lhe comentou (provavelmente que sonorizado por risadas) sobre um nome estranho que viu em algum lugar. Que o pobre bípede devia ter tido problemas quando criança. Que o desgraçado devia ter que aguentar chacota o dia todo. Que a mãe do Umdoistres de Oliveira Quatro só podia ter problema na cabeça.
Ninguem, absolutamente ninguem, falou algo bom sobre o Umdoistres. Na minha interiorização de hoje, percebi que a infância de alguem com um nome complicado pode ser extremamente boa. O leitor não conseguiu imaginar? Mas é óbvio, caros. Quem aqui nunca brincou de esconde-esconde? Acho que a minha geração foi a última a brincar de esconde esconde, salvo engano. Hoje os pimpolhos tem coisas mais interessantes a fazer. Bom, mas de qualquer jeito, alguem se lembra de como era o procedimento para que alguem fosse "pego" no esconde-esconde? O "pegador" tinha que chegar lá no "piques" e gritar "1, 2, 3" e o nome da pessoa que ele tinha achado.
Isso, lá no Parque Thomaz Saraiva I, onde este modesto escriba passou sua infância mais tenra. Geralmente, vostra leitorificência, o rapazote que se escondia via o "pegador" quando o mesmo o via. Sempre rolava uma corrida de volta até o "piques", com uma vantagem pro "pegador" que geralmente estava mais perto.
Entendeu agora, chapa? Imagina se o maldito se chama Josneitonclersiston.
Pegador: Um, dois, três, Josneito...
Josneitonclersiston: UMDOISTREISSALVO!
Pegador: Fidumasputa!
Não é só isso, leitordes. A vantagem do Josneiton...dele, não vai se perder com a idade. Imagina o cara jogando uma peladinha, coisa que qualquer homem joga vezinquando.
Capitão: Zeca, marca o Josneit...
GOOOOOOOOOOOOOOOOOLL!!!!
Zeca: Putz.
Sacou? Longa vida à Bucetildes!

Por Igor Carrasco

Terça-feira, 13 de Maio de 2008

120 anos de Lei Áurea

Hoje, dia 13 de maio de 2008, faz 120 anos que a Lei Áurea foi aprovada e os escravos libertados no Brasil. Inacreditável que uma data tão importante não seja feriado. E que a única tentativa de se redimir da sociedade perante os afro descendentes são as cotas. Mas pior do que tudo isso é que ninguém, NINGUÉM mesmo sabia dizer o que que era comemorado nesse dia. Nem mesmo os descendentes de escravos, pardos, negros, imigrantes, índios, entre outros. Há 120 anos atrás libertamos essas pessoas. Será mesmo? Jogar um ser humano na sarjeta, sem casa, comida, dinheiro e roupa, não aceitá-lo como empregado por ser de cor, será que isso pode ser chamado de liberdade? Nosso conceito de liberdade hoje é muito restrito. Trabalhar em um emprego humilhante para ganhar míseros 418 reais por mês que não pagam o supermercado e o transporte diários não é liberdade. Ter de se sujeitar aos preconceitos de outros para garantir um lugar mínimo que seja, dentro dessa imundice de sociedade em que vivemos, isso NÃO é liberdade. E exatamente por isso, que devemos lembrar desta data, pois esta apenas mudou o nome de uma condição e depende de nós, filhos de uma nação paternalista, soltar as algemas e correr para uma liberdade verídica e não pretenciosa.

Deborah Cattani